Vamos falar
um pouco sobre uma doença cerebral degenerativa que tem início normalmente a
partir dos 60 anos de idade e tem incidência de 1% das pessoas com idade de 60 anos e 2% com a idade de 70
anos: O MAL DE PARKINSON.
O mal de Parkinson é uma doença causada
por um distúrbio neurológico que afeta o Sistema Nervoso Central e causa,
gradativamente, disfunções motoras. Suas causas ainda não são muito
compreendidas, porém é sabido que ocorre devido à degeneração de células
localizadas em uma região do mesencéfalo denominada substância negra. Nessa região, há presença de neurônios que
possuem melanina, um pigmento escuro, daí a razão para tal nome. A substância negra conecta-se com um grupo de neurônios que
formam os gânglios da base, através de sinapses.


Além
da melanina, a substância negra produz também dopamina, um neurotransmissor que estabiliza
os movimentos e participa do controle e execução dos mesmos na via nigroestriatal
(essa via se projeta da substância
negra aos gânglios da base, está envolvida na coordenação dos movimentos
voluntários e concentra a maior parte da dopamina cerebral). Ela (a dopamina) ainda é inibitória no corpo estriado
e participa da coordenação de impulsos nervosos. O paciente que
sofre da Doença de Parkinson apresenta uma diminuição nas concentrações de
dopamina, acarretando em um descontrole da transmissão de impulsos nervosos,
promovendo movimentação excessivamente ativa e desordenada.

Os sintomas
do mal de Parkinson mais observados são tremores nas mãos e nos pés (em geral
com um lado mais intenso que o outro), postura inclinada, rigidez da expressão
facial, rigidez nas articulações, perda de equilíbrio, salivação excessiva,
andar arrastado, fraqueza óssea. Vale citar também que os sintomas podem variar
de um caso para outro, e que no início da progressão da doença um lado manifesta
mais claramente os sintomas do que o outro, porém com o decorrer do tempo os
dois lados são afetados de forma mais semelhante.


A doença de Parkinson não tem cura, porém
tem tratamento, o que ajuda a preservar a qualidade de vida do paciente durante
o curso da doença. Os primeiros medicamentos empregados no tratamento dessa
doença que tiveram alguma eficácia reconhecida foram
drogas anticolinérgicas derivadas da beladona,
introduzidas no final do século passado. Porém, com o passar do tempo, novos
tratamentos foram sendo desenvolvidos e pode-se citar os seguintes fármacos
mais empregados na atualidade: selegilina, amantadina, anticolinérgicos, levodopa,
agonistas dopaminérgicos.
Por ser uma
doença relacionada ao envelhecimento, o mal de Parkinson é foco que muitas
pesquisas em países desenvolvidos, onde uma grande porcentagem da população é
idosa. Mas deve-se lembrar que apesar de o Parkinson ser mais incidente sobre a
população mais idosa, ele também ocorre, mesmo raramente, em pessoas mais
jovens.
Postado por Beatriz Mariani
FONTES: