domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pergunta do grupo de Homeopatia para o grupo de Envelhecimento:

           Quando o indivíduo envelhece, sinais como cabelos brancos são notáveis, isso se deve à perda gradual de melanina (de sua produção). Por que o mesmo não ocorre com a melanina da pele e dos olhos? Qual a explicação para esse fenômeno?
             
             Resposta do grupo de Envelhecimento:

          Com o processo de envelhecimento há sim uma perda na quantidade de melanócitos da pele, o que caracteriza a pele do idoso por seu aspecto pálido, no entanto, a diminuição dos melanócitos não é tão drástica quanto à do couro cabeludo. Isso ocorre devido à diferença da capacidade dos melanócitos da pele em comparação com a do cabelo, sendo que a produção de melanina no primeiro é bem maior que no segundo. Cada melanócito da pele supre uma área bem maior do que a área que é atendida por um melanócito do cabelo. Além disso, mesmo com a diminuição de forma geral da quantidade de melanócitos da pele, há locais em que estes sofrem um processo de hiperprodução de melanina dando origem a pontos mais escuros na pele, os quais são chamados de manchas senis. 
          No caso da  íris, há uma pequena perda de melanócitos, mas não é algo que altere drasticamente a cor dos olhos, não passando de um limite basal. Não  sendo assim, perceptível. 

RESERVA INTELECTUAL


As funções cognitivas como a atenção, orientação e memória estabelecem processos pelos quais o indivíduo recebe, armazena e usa a informação e a própria realidade. Se com o tempo se produzem mudanças nas funções anteriores, estes afetariam um conjunto de processos, funções fundamentais para nossa vida.
Depois dos 60 anos o funcionamento intelectual diminui geralmente na maioria das pessoas. Isso tem que ver também com o ambiente que se encontra o idoso.
Os problemas relacionados com a memória provocam nos idosos a perda de controle sobre o comportamento. Este tipo de atribuição, por sua vez, um resultado em um pior desempenho de tarefas relacionadas com a memória.

A retenção da memória ao longo prazo se deve a uma alteração duradoura da estrutura do DNA nuclear, outros descrevem a síntese de proteína neuronal com o registro de memória, o suporte tem sido demonstrado que a inibição da síntese de proteína interfere com o armazenamento de memória e recordação
A diminuição da memória constitui o primeiro sinal do envelhecimento cerebral que eventualmente vai progredindo em demência senil, assim também como a doença de Alzheimer.
Numerosos estudos confirmaram níveis reduzidos de colina acetiltransferase (CAT) no hipocampo, assim se sabe também que a CAT diminui com a idade. Sua alteração pode apresentar transtornos na doença de Alzheimer.    


 Postado por Maria Rugeles


Bibliografía:

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Pergunta ao blog


               Pergunta do grupo de Alzheimer para o grupo de Envelhecimento:
               Dentre as doenças degenerativas consequentes do envelhecimento, o grupo abordou doenças de degeneração neurológica, como o Mal de Alzheimer. Nesse tema, falou-se pouco a respeito da prevenção dessas doenças, como a partir do estímulo à neuroplasticidade. Como é possível este estímulo? Há algum método específico para isso?

               Resposta do grupo de Envelhecimento:
               A neuroplasticidade, como já explicada anteriormente, é uma característica do cérebro responsável pela substituição de células nervosas, realização de novas conexões neurais e por notória remodelação nervosa, com alta maleabilidade frente a lesões. Sua atividade é aumentada por meio de sensibilização, isto é um forte estímulo causa uma resposta do organismo que se notifica de possíveis repetições de tal estímulo, para que recebam a mesma resposta. Desse modo, por meio de aprendizados, por estimulação da memória e até por atividades físicas é possível se corroborar para o desenvolvimento da neuroplasticidade com consequente diminuição da incidência de doenças neurodegenerativas. É o que se diz, por exemplo, de aprender uma nova língua na velhice, ou mesmo de completar palavras cruzadas como modos de prevenção da Alzheimer.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Alimentação


                Com a preocupação constante relacionada ao envelhecimento corporal, inúmeras pessoas recorrem a cirurgias plásticas e a métodos paliativos para tentarem atrasar tal processo. Esquecem-se, contudo, de que cuidados com a alimentação e com a mente são deveras mais eficazes na manutenção de um corpo saudável e jovial.
                 No contingente populacional idoso, é muito freqüente a presença da osteoporose, em que a saúde e a firmeza ósseas estão seriamente afetadas. Uma de suas causas é a insuficiência de cálcio e de vitamina D, a qual é lipossolúvel e obtida através da dieta e da luz solar, sendo, dessa forma, comprometida em pessoas que vivem em países de altas latitudes. Uma vez com baixa quantidade de tal vitamina, a absorção e a utilização de cálcio pelo organismo ficam prejudicadas e a doença acaba por se instalar.



  
                 Uma das relações entre alimentação e envelhecimento está na produção de radicais livres, os quais afetam diretamente o funcionamento celular, adiantando seu envelhecimento e causando na pele, por exemplo, o aparecimento de manchas, de rugas e de maior flacidez e perda de elasticidade. Dentre os alimentos responsáveis por um envelhecimento precoce devido a altas concentrações de gordura saturada e de colesterol estão congelados, frios, frituras, carne vermelha e açúcar - o qual realiza especialmente a chamada glicação, ligação entre moléculas e proteínas do corpo humano e responsável pelo surgimento de marcas de expressão, flacidez e perda da firmeza e da consistência da pele. Uma importante alternativa é o acréscimo na dieta de legumes, frutas e hortaliças, ricos em antioxidantes e prevensores dos efeitos danosos dos demais alimentos supracitados. 
                 A alimentação é fator intrinsecamente relacionado ao processo de envelhecimento do organismo como um todo. Seus nutrientes e vitaminas (ou mesmo a falta deles) regulam o funcionamento das minúcias do corpo humano como poucas pessoas imaginam.





              A seguir, alguns exemplos de suas atuações. Cálcio, potássio e cobre combatem dores e falta de memória, a qual também é evitada, juntamente com falha neuronal e surgimento de depressão, pelos ômegas 3 e 6, que aumentam a velocidade das sinapses. Já o manganês evita que o colágeno se desintegre e, assim, permaneça funcional para a utilização sadia das articulações e o zinco apresenta a enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD), que diminui a quantidade de radicais livres. Dentre as vitaminas, C apresenta características oxidantes e prevenção do envelhecimento, enquanto B1 e B2 são ativas na saúde mental.
                 Alimentos como o chá verde, repleto de catequinas e polifenóis, auxiliam a estruturação do colágeno além de inibirem o surgimento de células cancerígenas na pele. A soja aumenta o funcionamento de enzimas antioxidantes e cogumelos são pobres em gorduras, estimulando o funcionamento do organismo e a aquisição de massa magra, sendo de fundamental importância seu consumo para a manutenção do bom e jobem regulamento da maquina humana.




Sistema imune no envelhecimento


SISTEMA IMUNE


O envelhecimento é relacionado com mudanças no sistema imune.

Nos 60 anos o timo é transformado completamente em tecido adiposo, isso faz que o corpo tenha uma diminuição em linfócitos T com padrão de citoquinas TH1, diminuindo também a capacidade de montar uma resposta imune celular contra antígenos tumorais.

            Um signo da diminuição da imunidade celular no idoso tem que ver com a alteração da resposta de hipersensibilidade dérmica retardada isso se deve a diminuição de secreção de IL-2 devido à alteração no sinal de transdução nos linfócitos T.

           A proteína CD28 é um co-estimulante da união do receptor da superfície do linfócito T com a superfície da célula que possui o antígeno, esta proteína também contribui com a secreção e ativação da IL-2.  No idoso se apresenta a ausência ou diminuição desta proteína, assim se justifica a disfunção da resposta imune. 



           Embora os níveis de imunoglobulinas (sintetizadas por linfócitos B maduros) estão em aumento no idoso, a capacidade na resposta a antígenos específicos está diminuída (tem que ver também com a menor resposta às vacinas na terceira idade). Com o tempo se produz aumento nos autoanticorpos (proteína produzida pelo sistema imune), fenômeno próprio de um déficit do sistema de reconhecimento e da especificidade da reação defensiva.    


           No envelhecimento pode estar diminuída a capacidade de mobilidade nas células da resposta imune como os macrófagos ou monócitos, assim como o ambiente hormonal e o maior nível de glucocorticóides no idoso podem afetar a capacidade da resposta imune.

Postado por Maria Rugeles


Bibliografia:



DOENÇA DE HUNTINGTON


DOENÇA DE HUNTINGTON

 

A doença de Huntington é um transtorno neuropsiquiátrico e genético hereditário.

 

Os sintomas se desenvolvem depois dos 40-50 anos.

No idoso a possibilidade de ter esta doença aumenta, já que o numero de repetições é proporcional à gravidade dos sintomas.  


Esta doença está associada com a seqüência excessiva de repetições CAG no quinto espaço final do em HTT, localizado no braço corto do cromossoma quatro (4). As pessoas saudáveis podem ter de 9 a 35 repetições CAG e os doentes diagnosticados com a doença de Huntington têm de 36 repetições em adiante.


O gen HTT codifica uma proteína chamada huntingtina, ela se encontra no citoplasma dos neurônios cerebrais e sua função normal é desconhecida. Nos pacientes afetados pela doença a proteína se encontra no núcleo celular.
Nas alterações bioquímicas, os níveis de sustâncias neurotransmissoras como ácido gammaaminobutírico (GABA) e sua enzima descarboxilada de acido glutâmico estão diminuídos nos gânglios basais, igual que os níveis de acetilcolina.


Os primeiros sintomas da doença são movimentos exagerados das mãos, agressividade, impotência, alcoolismo, esquizofrenia, depressão.
Para seu tratamento são usados inibidores da acetilcolinesterasa que tem efeitos positivos no déficit cognitivo. 


 (acima: paciente com doença de Huntington,
 abaixo: pessoa normal)












Postado por Maria Rugeles

Bibliografia:
ttp://medicina.ufm.edu/index.php/Enfermedad_de_Huntington 
http://es.wikipedia.org/wiki/Enfermedad_de_Huntington

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DOENÇA DE PARKINSON OU MAL DE PARKINSON



      Vamos falar um pouco sobre uma doença cerebral degenerativa que tem início normalmente a partir dos 60 anos de idade e tem incidência de 1% das pessoas com idade de 60 anos e 2% com a idade de 70 anos: O MAL DE PARKINSON.


      O mal de Parkinson é uma doença causada por um distúrbio neurológico que afeta o Sistema Nervoso Central e causa, gradativamente, disfunções motoras. Suas causas ainda não são muito compreendidas, porém é sabido que ocorre devido à degeneração de células localizadas em uma região do mesencéfalo denominada substância negra. Nessa região, há presença de neurônios que possuem melanina, um pigmento escuro, daí a razão para tal nome. A substância negra conecta-se com um grupo de neurônios que formam os gânglios da base, através de sinapses. 

      Além da melanina, a substância negra produz também dopamina, um neurotransmissor que estabiliza os movimentos e participa do controle e execução dos mesmos na via nigroestriatal (essa via se projeta da substância negra aos gânglios da base, está envolvida na coordenação dos movimentos voluntários e concentra a maior parte da dopamina cerebral). Ela (a dopamina) ainda é inibitória no corpo estriado e participa da coordenação de impulsos nervosos. O paciente que sofre da Doença de Parkinson apresenta uma diminuição nas concentrações de dopamina, acarretando em um descontrole da transmissão de impulsos nervosos, promovendo movimentação excessivamente ativa e desordenada.

      Os sintomas do mal de Parkinson mais observados são tremores nas mãos e nos pés (em geral com um lado mais intenso que o outro), postura inclinada, rigidez da expressão facial, rigidez nas articulações, perda de equilíbrio, salivação excessiva, andar arrastado, fraqueza óssea. Vale citar também que os sintomas podem variar de um caso para outro, e que no início da progressão da doença um lado manifesta mais claramente os sintomas do que o outro, porém com o decorrer do tempo os dois lados são afetados de forma mais semelhante.

      A doença de Parkinson não tem cura, porém tem tratamento, o que ajuda a preservar a qualidade de vida do paciente durante o curso da doença. Os primeiros medicamentos empregados no tratamento dessa doença que tiveram alguma eficácia reconhecida foram drogas anticolinérgicas derivadas da beladona, introduzidas no final do século passado. Porém, com o passar do tempo, novos tratamentos foram sendo desenvolvidos e pode-se citar os seguintes fármacos mais empregados na atualidade: selegilina, amantadina, anticolinérgicos, levodopa, agonistas dopaminérgicos.




      Por ser uma doença relacionada ao envelhecimento, o mal de Parkinson é foco que muitas pesquisas em países desenvolvidos, onde uma grande porcentagem da população é idosa. Mas deve-se lembrar que apesar de o Parkinson ser mais incidente sobre a população mais idosa, ele também ocorre, mesmo raramente, em pessoas mais jovens.

Postado por Beatriz Mariani

FONTES: