terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ARTROSE

      A osteoartrite ou artrose é uma doença degenerativa caracterizada por lesões nas articulações. Ocorre com mais frequência em pessoas com idade acima de 50 anos, sendo prevalente na população mais idosa, a partir dos 70 anos.  
    


      É importante ressaltar, porém, que suas causas não são relacionadas simplesmente ao processo de envelhecimento, ou seja, vários outros fatores contribuem para o aparecimento dessa doença, como exercitação inadequada, obesidade e fatores hereditários. As figuras abaixo indicam as principais regiões em que ocorre artrose:

      A artrose inicia-se quando alguns constituintes proteicos são alterados e outros são reduzidos em número ou em tamanho. O organismo tenta, então, reparar esse dano através da proliferação das células cartilaginosas. Entretanto, esse processo acarretará na perda da superfície lisa da cartilagem articular, o que comprometerá o movimento, expondo osso ao desgaste por meio do atrito.
      Durante esse processo, enzimas presentes nas células cartilaginosas são liberadas. Estas enzimas provocam uma reação inflamatória localizada que aumenta a lesão tecidual. Aparecem esporões na superfície articular da cartilagem que fica como se tivesse vários buracos pequenos. A progressão da doença leva ao comprometimento do osso adjacente o qual estará mais suscetível a atrito e ao enfraquecimento.



      Alguns dos sintomas de quem possui essa doença são limitação do movimento, dores e rigidez nas juntas e deformações nas articulações  A articulação pode perder mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ao mover-se.
      Não existem uma cura definitiva para a artrose. No entanto, é possível nas fases mais precoces, diminuir a dor e a rigidez das articulações, bem como melhorar os movimentos e a capacidade geral do indivíduo, proporcionando uma melhor qualidade de vida.



Postado por Beatriz Mariani

Referências: 

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/artrose/index.php
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=756
http://www.artriteeartrose.com.br/artrose.htm

Câncer

Arteriosclerose

ENVELHECIMENTO ARTICULAR



      As articulações são estruturas de ligação entre ossos que participam da estática corporal e dos movimentos físicos que realizamos. São de grande importância para o nosso sistema esquelético uma vez que auxiliam na sustentação do corpo e na flexibilidade, além de atuarem na resistência ao desgaste ósseo. Em relação ao movimento, existem articulações fixas, semimóveis e móveis.


      À medida que envelhecemos, nossas articulações enfraquecem devido ao seu desgaste por pressão, por desidratação ou por atrito com ossos. Torna-se, portanto, complicado se evitar o contato entre ossos unidos por alguma articulação que esteja perdendo sua consistência. Os tecidos que formam as articulações, como o cartilaginoso, por exemplo, também são degradados com o avanço da idade. Assim, com a fragilidade das articulações tem-se problemas de locomoção, de circulação sanguínea nos membros (que é, em parte, estimulada por movimentação corporal), integridade óssea, dentre inúmeros outros. 


      Hábitos alimentares saudáveis, prática regular de exercícios e hidratação constante são alguns dos principais fatores preventivos dos prejuízos decorrentes do processo de envelhecimento articular, pois podem proporcionar saúde às articulações e, consequentemente, bem-estar e qualidade de vida, mesmo na velhice.

Postado por Beatriz Mariani

REFERÊNCIAS:




O que é essa tal de menopausa?



          Várias mudanças endócrinas importantes ocorrem durante o envelhecimento como vocês puderam ver, como as que afetam o pâncreas no caso da diabetes, tireóide, supra-renais entre outros. Neste post, porém vamos tratar especificamente dessas mudanças que ocorrem na mulher, dessa forma, vamos focar na mudança que mais afeta e gera dúvidas na população feminina: a menopausa.
          A mudança mais drástica e dramática ocorre nas mulheres por volta dos 50 anos, antes da menopausa, nesse momento, os níveis de reposição do Estradiol são muito lentos. Antigamente, achava-se que a menopausa ocorria por uma exaustão nos folíolos dos ovários, mas hoje em dia sabe-se que o sistema nervoso central e a hipófise estão envolvidos na transição desse processo.
          A menopausa portanto, é a última menstruação da mulher e a parada de funcionamento dos ovários. Isso acontece pois a mulher praticamente não produzirá mais os hormônios estrógeno e progesterona. Essa mudança hormonal gera diversos sintomas, como :
          -Ondas de calor
          -Irritabilidade
          -Depressão
          -Aumento do risco de doenças cardiovasculares
         -Propensão à osteoporose ( o estrogênio é também atua na fixação de cálcio nos ossos)

         Existem, porém, terapias de reposição hormonal que visam prevenir ou minimizar esses sintomas que se apresentam na pós-menopausa. No entanto, há prós e contras em relação a esse tipo de tratamento que devem ser levados em conta, especialmente no caso de mulheres que apresentam tendência e histórico de determinadas doenças, como trombose. Os hormônios mais utilizados nesse tipo de tratamento são o estrógeno e a progesterona, podendo também ser utilizado androgênios e fitoestrogenios. Quando administrado por via oral, o estrogênio é metabolizado no fígado e excretado pela urina e bile. Sendo que em sua passagem pelo fígado, inibe a lipase hepática, estimulando a síntese de HDL-colesterol, melhorando dessa forma o perfil lipídico.


         Então, mulheres, caso sintam algum desses sintomas e suspeitem de que estão passando por esse processo, procurem um médico para saber o melhor tratamento para você!

Referências:

Postado por Adriana de Souza

"Andropausa"


         Olá leitores! Hoje vamos continuar falando um pouco mais sobre a disfunção hormonal que ocorre com o envelhecimento.
        Hipogonadismo masculino tardio também é chamado de andropausa que é um termo criado por analogia a menopausa, fase presente na vida de todas as mulheres a partir de certa idade. Nos homens o processo não ocorre como nas mulheres, sendo que neles o processo é mais lento e insidioso.
         Com o envelhecimento, os testículos diminuem a atividade da parede dos túbulos seminíferos, em especial as células de leydig, envolvidos na produção das células gaméticas masculinas e em sua nutrição. Assim, a quantidade de espermatozoides cai aproximadamente pela metade, sem, no entanto, acabar com a fertilidade masculina. Além disso, outra alteração que atinge os homens é a redução do nível de testosterona, o hormônio sexual masculino. No entanto, a queda da testosterona ocorre de forma lenta, não ultrapassando, muitas vezes, o limite da normalidade.

          A testosterona é um hormônio, que assim como a maioria dos hormônios sexuais, é sintetizado a partir do colesterol.  A via da produção do colesterol que seguirá para a formação dos hormônios esteroides é a seguinte:

         O papel da testosterona é de promover o aparecimento das características sexuais secundárias, além de estimular o anabolismo das proteínas,Pos aumentando o crescimento muscular, estimula também a retenção de cálcio e aumenta sua deposição nos ossos, o que eleva a quantidade da matriz óssea. Além disso, a testosterona está envolvida no metabolismo basal, no incentivo a formação de eritrócitos, entre outros processos.
        Assim, com a andropausa, a redução nos níveis de testosterona reflete-se em diminuição da força muscular, aumento do peso e tamanho prostático, o que se deve a expansão da próstata em torno da uretra (tornando difícil a micção), as glândulas seminais se atrofiam e têm sua musculatura substituída por tecido conjuntivo.
            No entanto, os sintomas mais visíveis da “andropausa” são a perda do interesse sexual, a dificuldade de ereção, queda de pelos, insônia, depressão, irritabilidade, somando-se a isso a osteoporose, aterosclerose em longo prazo e o declínio da memória.
          Com isso, para a manutenção da força muscular, da densidade óssea, atividade sexual, libido e humor, o tratamento mais aconselhável, geralmente se baseia na reposição hormonal. Entretanto, sabe-se que o uso desse tratamento pode trazer efeitos colaterais, como a insuficiência hepática, além do desenvolvimento do câncer de próstata.

Postado por Sávia Viana

Referências:
  

Aspectos gerais do envelhecimento hormonal


     Vamos começar a falar um pouco sobre o sistema endócrino durante o envelhecimento. APROVEITEM!
          Cresce, cada vez mais, a quantidade de pessoas em busca de qualidade de vida e de um envelhecimento saudável. Com isso, estudos tem demonstrado que os hormônios exercem papel fundamental nesse processo. Sabe-se que a partir dos 30 anos os níveis hormonais começam a cair, alterando as funções orgânicas do corpo e o metabolismo geral.
Ainda não se sabe ao certo se é o avançar da idade no sistema endócrino que leva a alterações orgânicas responsáveis pelo envelhecimento, ou se o envelhecimento leva a alterações dos tecidos atuantes no sistema endócrino.

        Uma das teorias do envelhecimento é a neuroendócrina. Esta teoria sugere a presença de um controlador central que induziria a diminuição da atividade do sistema endócrino. Esta teoria baseia-se na existência de jovens portadores de doenças endócrinas (osteoporose, hipogonadismo, diminuição da secreção do hormônio do crescimento, entre outras) que possuem características que se assemelham às alterações encontradas em idosos “saudáveis”.
          Nosso organismo passa com a idade por várias pausas hormonais que devem ser observadas e moduladas para que o envelhecimento possa acontecer de forma saudável e sem diminuir o pique e a energia para as atividades diárias. Os nomes dados a algumas dessas pausas hormonais são: pausa da função sexual e reprodutiva no homem, a andropausa, e na mulher, a menopausa (assuntos que serão abordados nos próximos posts), pausa do hormônio do crescimento, a somatopausa, entre outros.
           Com o envelhecimento, diminui então a atividade do sistema nervoso central (hipotálamo, no caso) no envio de mensagens para que as glândulas liberem hormônio, assim como ocorre o próprio envelhecimento do tecido glandular. Isso leva a diminuição na produção de hormônios como a testosterona, estrogênio, melatonina, DHEA, GH, que trazem consequências para o funcionamento normal do corpo do idoso.


          Continue acompanhando as próximas postagens que serão acerca de tais hormônios e de como eles agem no organismo humano!


Postado por: Sávia Viana
Referências:
http://veja.abril.com.br/blog/nutricao-homo-obesus/sem-categoria/os-hormonios-dos-idosos/