segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Será que a boca também sofre consequências do envelhecimento?





       Mucosa: A mucosa gengival que contém tecido de colágeno denso com muita quantidade de elastina permite certo grau de movimento. O envelhecimento faz que se coloque rígida pela mudança  de colágeno e perda de elastina, favorecendo a perda de peças dentais.
          Dentes: No transcurso o tempo os dentes sofrem desgaste pela forma errada do escovado e pelo bruxismo (ranger os dentes). A polpa é menos irrigada, isso faz que seja mais sensível á isquemia (falta de suprimento sanguíneo devido à obstrução causada por uma coagulação). Os dentes mudam a uma coloração mais escura e apresentam rachaduras longitudinais no esmalte
    Dentina: se reduz o tecido nervoso e vascular provocando diminuição da sensibilidade.

DOENÇAS
  Artrites: é caracterizada pela inflamação e dor das articulações temporomandibulares que causam diminuição da mobilidade da boca e assim perda da facilidade de mastigar.
       Candidíase: está em relação com as mudanças de pH bucal, pela alteração da flora bacteriana, e majoritariamente no diabético



Bibliografia:

Postado por María Rugeles

O Funcionamento do ouvido humano - auditory transduction em português



         Vale a pena assistir esse vídeo para entender como funciona o mecanismo de transdução do som e assim compreender melhor como ele é afetado com o passar dos anos.

Hearing Test 2



          Esse é o teste sugerido no post sobre audição!

Visão e envelhecimento


Neste vídeo foram abordados alguns problemas e doenças visuais que são frequentes na população e estão relacionados ao envelhecimento.

Audição



          Seguimos com a nossa sequência de vídeos sobre envelhecimento e seus aspectos fisiológicos com o vídeo sobre audição!


         A presbiacusia é a perda auditiva associada com o envelhecimento, sendo parte desse processo natural. Com o passar do tempo, ocorre a diminuição na capacidade mitótica de certas células, acúmulo de pigmentos intracelulares e algumas alterações químicas no fluido intercelular. Além disso, a hipoperfusão de tecido coclear leva a produção de radicais livres que são altamente tóxicos ao neuroepitélio auditivo. Pode-se entender, portanto, que questões vasculares também influenciam nesse processo degenerativo, já que leva a uma alteração nos níveis de oxigênio e nutrientes no plasma.
          No entanto, não são só essas as causas da perda auditiva em idosos, outros fatores também estão associados,ou seja, a presbiacusia tem origem multifatorial, por exemplo: ruídos externos, uso de drogas ototóxicas, arteriosclerose entre outros. Assim é difícil diferenciar a proporção de influência de cada fator em cada caso, mas sim como todos corroboram para um mesmo efeito.
          Ao longo dos anos, ocorre uma perda progressiva no epitélio sensorial e nos componentes do labirinto, assim como na cóclea. Reduções semelhantes ocorrem nos neurônios vestibulares periféricos e também redução no calibre das fibras nervosas mielinizadas remanescentes.
          Geralmente, os idosos começam a perder a capacidade de ouvir altas freqüências e se queixam de ruídos, que são justamente reflexos das freqüências que não conseguem mais escutar. O vídeo que postaremos em seguida é um teste que você pode fazer para avaliar a sua capacidade auditiva neste momento, vale a pena conferir!

          Há quatro tipos de presbiacusia:
- Sensorial - perda auditiva neurossensorial com lesão de células ciliadas.
- Neural- perda da população de neurônios cocleares e das vias auditivas centrais, afetando a transmissão do estímulo acústico.
- Metabólica- atrofia da estria vascular, responsável pela produção de endolinfa e sítio de origem do potencial endococlear, necessário para uma boa transdução coclear.
- Mecânica- enrijecimento da membrana basilar e alteração nas características de ressonância do ducto coclear. 

Referências:

www.forl.org.br/pdf/seminarios/seminario_52.pdf

Www.mdsaude.com/2012/01/surdez-deficiencia-auditiva.html

Postado por Adriana de Souza


Pele e envelhecimento



          Este é um vídeo sobre as consequências fisilógicas na pele!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cabelos Brancos


           Oi pessoal, agora a gente vai começar a tratar das consequências fisiológicas do envelhecimento. Acho que todo mundo tem um pouco de curiosidade pra saber como tudo isso acontece. Então vale muito a pena dar uma olhadinha!




                 No espectro do envelhecimento, hoje será tratada a questão dos cabelos e de seu branqueamento ao longo da vida.
                 O esbranquiçar natural dos cabelos, isto é, que se desenvolve com a idade, está intimamente ligado à exaustão irreversível da enzima que gera a melanina, a tirosinase. Ela se encontra no Aparelho de Golgi e também é denominada monofenol monoxigenase, sendo caracterizada como uma metaloenzima por apresentar cobre em sua constituição. Catalisa reações de oxidação de fenóis em animais e em vegetais e um de seus principais produtos é a famosa melanina. 


                 A melanina é um polímero de aminoácidos de tirosina, cuja formação promove uma mudança de coloração de incolor para castanho e que também proporciona proteção aos raios ultravioletas. Encontra-se nos melanócitos (ou melanoblastos), componentes da camada basal da epiderme em íntimo contato com os queratinócitos por meio de projeções citoplasmáticas que possibilitam a transferência dos referidos pigmentos melânicos para depósitos nos queratinócitos. Essa processo é classificado como secreção citócrina, isto é, de célula para célula. 






                 Dessa forma, o branqueamento dos cabelos é um processo hereditário, apresentando elevada carga genética, além de irreversível, sem prevenção e não representando uma doença que precise de tratamento. Seu surgimento na realidade pode constituir incômodo estético apenas devido à consagração universal da idéia de que cabelos brancos são sinais evidentes de velhice. Alguns medicamentos há que estimulem tal pigmentação, porém com altos efeitos colaterais que não justificam de fato sua utilização. 
                 Assim, tais melanócitos formadores da matriz dos cabelos sofrem apoptose, uma morte celular programada pela genética individual das pessoas, causando prejuízo na formação de melanina, uma vez que dentro de tais melanócitos está a enzima tirosinase. Ela é diretamente relacionada com  a reação da melanogênese. Esta enzima oxida a tirosina em 3,4-diidroxifenilalanina (DOPA), e esta novamente em DOPA-quinona. Depois de tal processo já ter ocorrido no interior dos melanossomas, a DOPA-quinona pode se ligar ao oxigênio, resultando em eumelanina, ou pode se combinar com enxofre, resultando em feomelanina.

        
         Apenas como tópico de curiosidade, defende-se a teoria de que uma vida mais saudável com bons hábitos alimentares e atividade física auxiliam no retardamento da perda do bom funcionamento do organismo e de suas atividades, dentre elas a produção de melanina.